corcovado

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O Corcovado é um dos morros da cidade do Rio de Janeiro, célebre no Brasil e no mundo pela sua estátua do Cristo Redentor de 38 metros de altura.

O Cristo Redentor é um dos principais símbolos do país e oferece uma privilegiada vista panorâmica da cidade do Rio de Janeiro. Em 2003 foram concluídas as obras de instalação de elevadores e escadas rolantes no local. Antes, era preciso vencer 220 degraus para desfrutar da paisagem. No dia 7 de julho de 2007, a estátua do Cristo Redentor foi eleita em uma votação uma das novas sete maravilhas do mundo. A votação teve o patrocínio da ONU, porém, sem ter um caráter oficial.

O morro do Corcovado possui 710 metros de altura e encontra-se no Parque Nacional da Tijuca. O Corcovado situa-se ao oeste do centro da cidade, mas mesmo assim pode ser observado desde longas distâncias.


Acesso

A colisão que formou o supercontinente Gondwana produziu uma enorme cadeia de montanhas que se estendia desde o estado do Espírito Santo, passando pelo Rio de Janeiro até o Paraná. O Corcovado e as montanhas ao seu redor são formados principalmente por rochas muito duras e antigas, chamadas de gnaisses; estas rochas, no Rio de Janeiro, se formaram há cerca de 570 milhões de anos atrás. O Corcovado pode ser descrito, simplificadamente, como uma abóbada de formação rochosa de uma estrutura basicamente vertical.

O geólogo Alberto Lamego sugeriu, em 1936 que "As escarpas do Rio de Janeiro" resultaram da erosão ao longo de zonas fraturadas e trituradas dos gnaisses (que são planos de fraqueza da rocha), durante movimentações ocorridas desde há aproximadamente 130 milhões de anos. Esta foi a época em que o continente Gondwana se desuniu, criando vários continentes menores. Esta separação formou-se, aproximadamente, ao longo do contorno litorâneo entre o Brasil e a África até formar o Oceano Atlântico.

Os gnaisses do Rio de Janeiro são rochas formadas em profundidades maiores que 20 quilômetros, sob pressões de pelo menos 7.000 vezes a pressão atmosférica e a temperaturas acima de 600 graus Celsius. Lentamente, ao longo de centenas de milhões de anos, a erosão, isto é, o desgaste e a remoção de materiais, e os movimentos verticais da crosta terrestre trabalharam juntos para trazer estas rochas para a superfície, permitindo a sua observação direta.

Por ser uma rocha dura, difícil de ser desgastada pela chuva, vento etc., o Gnaisse Facoidal destaca-se como a parte mais alta

toponimia

O seu cume, onde se destaca a estátua do Cristo Redentor, pode ser avistado desde muito longe tanto da Baixada Fluminense ou até da Região Serrana Fluminense, como por navegantes vindos do mar aberto como do fundo da Baía da Guanabara.

O primeiro nome do Corcovado dado pelos portugueses, ainda no século XVI, mais precisamente pelo navegador italiano, Américo Vespúcio, era Pináculo, da Tentação, em alusão à passagem bíblica da Tentação Final de Cristo, onde o diabo leva Jesus para um lugar "muito alto", que o apóstolo Mateus (evangelista) explicitamente identifica como sendo um "monte muito alto", de onde "todos os reinos do mundo" podiam ser vistos e o diabo oferecia riquezas a Cristo.[4] Fatos relatados nos evangelhos sinóticos (Mateus 4:1-11, Marcos 1:12,13 e Lucas 4:1-13)

Entretanto, no século seguinte, o morro recebeu o nome de Corcovado em virtude ao seu formato curvo do morro, que lembra uma "corcunda" ou corcova. Nome este popularizado até os dias atuais. A palavra vem do Latim CONCURVARE, de COM-, "junto", mais CURVARE, "dobrar, curvar, fazer uma saliência arredondada"; portanto, corcovado é "aquele que tem corcova".

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