sobre

escadaria selarón

historia

Em 1990, Jorge Selarón começou a renovar alguns degraus da escadaria, que se encontrava em péssimo estado de conservação e que passa em frente à sua casa. No início, os vizinhos zombavam com as combinações bizarras de cores no momento em que ele mesclava os degraus com pedaços de azulejos em azul, verde e amarelo, ou seja, as cores da bandeira do Brasil. Começou por ser um passatempo à sua principal paixão, a pintura, mas logo se tornou uma obsessão. Selarón estava quase sempre sem dinheiro e então vendeu quadros para financiar a sua empreitada. Foi um longo e cansativo trabalho, mas o artista continuou com a obra e finalmente cobriu todo o conjunto de degraus da escadaria em azulejos, cerâmicas e espelhos.

A escadaria

aA Escadaria Selarón, também conhecida como Escadaria do Convento de Santa Teresa e oficialmente como Rua Manuel Carneiro, fica localizada entre os bairros de Santa Teresa e Lapa, na cidade do Rio de Janeiro. Está apenas 5 minutos a pé até os Arcos da Lapa. Na escadaria, há duzentos e quinze degraus medindo 125 metros de comprimento, os quais são cobertos por mais de dois mil azulejos recolhidos entre mais de sessenta países espalhados pelo mundo. Mal havia 'concluído' uma parte dos degraus, Selarón iniciou os trabalhos na outra parte, trocando os azulejos constantemente de modo que fosse uma peça de arte sempre em evolução. Selarón considerava a obra como "nunca completa" e sempre afirmava: "Este sonho louco e único só vai acabar no dia da minha morte".

Inicialmente, os azulejos foram retirados de vários canteiros de obras e monte de resíduos urbanos encontrados nas ruas do Rio de Janeiro, mas nos últimos anos a maioria dos azulejos foram doados a Selarón pelos visitantes de todo o mundo. Dos mais de 2 000 azulejos, cerca de 300 são pintadas à mão por Jorge Selarón retratando uma mulher africana grávida. Selarón não comentou sobre isso, exceto ao dizer que era um "problema pessoal do meu passado".

Em maio de 2005, a escadaria foi tombada pela prefeitura da cidade e Selarón recebeu o título de cidadão honorário do Rio de Janeiro.

Há também outras obras em mosaico feitas por Selarón perto dos Arcos de Lapa.

jorge selarón

Jorge Selarón nasceu na comuna de Limache, no Chile, em 1947.[3] Viajou, viveu e trabalhou como pintor e ceramista em mais de cinquenta países ao redor do mundo antes de chegar e decidir se radicar no Rio de Janeiro em 1983. Começou a renovar os degraus por capricho em 1990. Muitas vezes, seu telefone foi cortado e ele foi ameaçado a ser despejado de sua casa devido a incapacidade de pagar despesas básicas de subsistência. Vendeu muitos quadros e aceitou doações dos moradores e turistas para continuar seu trabalho. Desde 1977, Selarón alegou ter vendido mais de 25 000 retratos, todos com a mesma mulher grávida que financiou principalmente seu trabalho. Foi um trabalho de amor do artista que residia na mesma casa pela escadaria que ele viveu quando começou o trabalho. Ele estava interessado principalmente pela atenção dada a ele por curiosos e turistas. Selerón era visto de vez em quando na escadaria trabalhando ao dia e contava suas histórias em tom de piada à noite.

Selarón foi encontrado morto carbonizado, por razões desconhecidas, em 10 de janeiro de 2013, na famosa escadaria da Lapa, no centro do Rio de Janeiro.

                  rocinha

como surgil

A comunidade teve origem na divisão em chácaras da antiga Fazenda Quebra-cangalha, produtora de café. Adquiridas por imigrantes portugueses e espanhóis, tornaram-se, por volta da década de 1930, um centro fornecedor de hortaliças para a feira da Praça Santos Dumont, na Gávea, que abastecia a Zona Sul da cidade. Aos moradores mais curiosos sobre a origem dos produtos, os vendedores informavam que provinham de uma "rocinha" instalada no alto do bairro da Gávea.

As grandes glebas em que as terras foram divididas eram, na maior parte, pertencentes aos portugueses da Companhia Castro Guidão. As do bairro Barcelos eram pertencentes à Companhia Cristo Redentor. O Laboriaux pertencia a uma companhia francesa. Nesta época, alguns guardas sanitários foram instalados para controlar uma infestação de mosquitos que estavam causando febre amarela na Barra da Tijuca.

Em 1938, a Estrada da Gávea foi asfaltada, tornando-se o local onde ocorria o "circuito da baratinha". Na década de 1940, acelerou-se o processo de ocupação por pessoas que acreditavam serem aquelas terras públicas, isto é, sem dono. A partir da década de 1950, houve um aumento de migração de nordestinos para o Rio de Janeiro, direcionando-se em parte para a Rocinha. Nas décadas de 1960 e de 1970, registrou-se um novo surto de expansão, agora devido aos projetos de abertura dos túneis Rebouças e Dois Irmãos, que contribuíram para uma maior oferta de empregos na região.

O descaso do governo para com a comunidade, a falta de infraestrutura, a construção de barracos de papelão, a degradação de áreas verdes, o crescimento desordenado, a distribuição de água através de bicas, entre outros problemas, provocou grande indignação, reivindicações e abaixo-assinados da população, que se organizou, engajando-se em muitos protestos em prol da comunidade. O bairro é um dos principais focos de tuberculose do país, apresentando uma taxa de incidência da doença de 372 casos por 100 000 habitantes. Esta taxa é 11 vezes maior que a média do país. A alta concentração da doença no bairro apresenta várias causas, comoː as ruas estreitas, que dificultam a penetração de luz solar e a ventilação nas casas; a elevada densidade populacional; a pobreza; e a falta de saneamento básico. Todos esses elementos estimulam a proliferação da bactéria causadora da doença.

A partir da década de 1970, a comunidade obteve os primeiros progressos, resultado das reivindicações ao poder público, como a implantação de creches, escolas, jornal local, passarela, canalização de valas, agência de correios, etc. O primeiro posto de saúde foi criado em 1982, com muito esforço dos moradores, através da iniciativa do padre local, que ofertou, à comunidade, um presente de natal.[carece de fontes] Os moradores mobilizaram-se para promover a canalização do valão e, por conseguinte, criou-se o posto de saúde. Nesse processo, algumas famílias que habitavam o valão foram deslocadas para o Laboriaux, no qual havia 75 casas construídas pela prefeitura, sendo que duas destas foram unidas para a instalação da Creche Yacira Frasão.

É interessante lembrar que a primeira luz não foi elétrica. Diz o povo que um cavaleiro atravessava a Rocinha acendendo os lampiões das pequenas casas. Depois, foram implantadas cabines de energia que faziam a distribuição para as famílias mais próximas. Mais tarde, foram instaladas comissões de luz (bairro Barcelos e Rocinha). A Igreja Católica, em parceria com a pastoral de favelas, pressionou a Light S.A. para implantar energia elétrica nas comunidades e a Rocinha foi uma das primeiras beneficiadas.

Em 2010, o bairro ganhou uma passarela de pedestres, a Passarela da Rocinha, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e que liga a favela ao complexo esportivo, situado no outro lado da autoestrada Lagoa-Barra. 

No dia 13 de novembro de 2011, a Rocinha foi cenário de uma grande operação conduzida pelas Forças Armadas do Brasil e pelas polícias do estado. O objetivo foi a retomada do território das mãos dos traficantes de drogas, visando a preparar o terreno para a futura instalação da vigésima oitava Unidade de Polícia Pacificadora da cidade. Em 20 de Setembro de 2012, a comunidade passou a ser atendida pela 28° UPP com o efetivo de 700 policiais. A comunidade possui 80 câmeras de vigilância para ajudar os policiais na segurança da comunidade.

transporte

A Rocinha é margeada pela Autoestrada Lagoa-Barra, via que liga os bairros da Gávea e da Barra da Tijuca. Pela via, circulam diversas linhas de ônibus e de vans, que permitem que o morador vá para outros pontos da cidade. Já dentro da comunidade, circulam kombis e moto-táxis, que auxiliam no deslocamentos de quem sai e de quem volta para casa. A Estrada da Gávea, que corta a Rocinha, é a principal via no interior da comunidade, tendo início em São Conrado e estendendo-se até a Gávea.

A favela conta com uma estação do Metrô do Rio de Janeiro nas proximidades, a Estação São Conrado, inaugurada em 2016 e que atende a Linha 4. Desde o dia 9 de outubro de 2017, existe uma integração tarifária entre vans legalizadas e o Metrô do Rio de Janeiro, originalmente no valor de R$ 5,00, possibilitando que moradores da Rocinha e do Vidigal paguem um preço mais baixo para utilizar os dois modais de transporte. A integração é feita nas estações Jardim de Alah e São Conrado, enquanto que pelo menos 66 vans, identificadas com uma faixa amarela na lateral, estão autorizadas a fazer a integração com o metrô.[18] O benefício é concedido ao passageiro que possui um cartão RioCard, devendo a integração ser realizada em um intervalo máximo de duas horas e meia. Atualmente, a tarifa de integração é de R$ 5,55.

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